Psicoterapia Positiva – Parte III – O silêncio dos inocentes

Dizem que o silêncio no processo terapêutico diz muito. O que ele diz é difícil de perceber e entender. Mas, se você estiver aberto e “ouvir com os olhos e escutar com o coração” você pode começar a decifrar e decodificar o silêncio.

Foi esse silêncio que me acometeu nos últimos dias e semanas…. como explicar o que ocorre no setting terapêutico sendo que cada cliente é um cliente…cada caso é um caso….

Então…eis que em um momento onde deixo de focar no conteúdo e busco a alegria de escrever e a oportunidade de me expressar que o tema vem e consigo retomar o processo de escrita.

E foi aí que me deparei que no processo terapêutico da Psicoterapia Positiva acontece o mesmo.

Como que ocorre uma sessão de terapia?

Não existe uma receita de bolo. Não existe um ritual ou roteiro. Não existe um passe de mágica.

Existe apenas uma alma humana em busca de aliviar sua dor, fazer as pazes com a pessoa do outro lado do espelho, aceitar seu passado, acolher sua criança interna, reencontrar suas emoções positivas, viver e saborear o presente, autoconhecer-se e traçar estratégias e planos para o futuro.

Geralmente as pessoas buscam terapia por questões afetivas/relacionais, financeiro e busca de autoconhecimento. Seligman e Rashid comentam que “Os clientes com frequência entram em psicoterapia com questionamentos como: “Por que eu falhei? Por que os outros me trataram injustamente? Algum dia eu vou conseguir atingir meus objetivos?”.

Ao buscar a terapia os clientes querem aliviar sua dor, resolver o problema, respostas rápidas e receitas milagrosas. Mas…nem tudo são flores. Para ir para a luz… é preciso sair da sombra.

E, meu amigo leitor, é aí que entra a psicoterapia positiva. É você envolver seu cliente em um processo ativo de mudança.

Como abordagem terapêutica, esta linha tem uma participação ativa do cliente tanto em atividades durante as sessões quanto fora delas. Então, é importante firmar acordos e regras de conduta para que o cliente não se perca durante o processo.

Essas regras são acordadas no começo do processo e são revisitadas e atualizadas ao longo da jornada a fim de se evitar a passividade e a hesitação do cliente.

Em seguida, é necessário que seja estabelecido um pacto de confidencialidade e não julgamento.

Parece óbvio… mas… mas só se torna óbvio quando há a expressão de que a partir deste momento tudo que o cliente falar será confidencial…e tudo que ele falar será acolhido como não julgamento.

Não é competência do terapeuta estabelecer ou dizer o que é certo ou errado. A função é ajudar o cliente em sua jornada. Caso o tema em discussão seja contrário aos seus princípios de crenças e valores o terapeuta pode optar por não atender esse cliente ou, o que é mais recomendado, tratar o tema em sessões de supervisão.

Um outro ponto a ser abordado é a identificação da motivação intrínseca. Uma vez que clientes desistem do processo ou se auto sabotam quando não veem resultados rápidos. Por isso, as regras estabelecidas são importantes.

Alguns clientes não confiam em si para a mudança, outro querem respostas imediatas, e há aqueles que não tem o apoio social de amigos e familiares. Aí entra o terapeuta na condução do trabalho em apoiar o cliente a descobrir em si seus ganhos em passar pelas mudanças.

Quando o cliente vê e percebe o processo terapêutico como caminho e o terapeuta como um guia ele consegue traças caminhos para os resultados desejados em questões afetivas/relacionais, carreira, finanças, autoconhecimento ou mudança no seu estilo de vida.

A “magia” da psicoterapia positiva é que ela reforça as emoções positivas, proporciona o engajamento com aquilo que o cliente deseja e que lhe traz prazer e satisfação, proporciona que ele identifique e viva relacionamentos positivos e saudáveis, que se conecte, estabeleça e viva seu propósito e que celebre cada conquista e realizações.

O psicoterapeuta positivo extrai aquilo que há de melhor em cada um de nós. Ele nos apresenta a técnicas e a práticas que vão tocar em temas como vivenciar a gratidão, experenciar o otimismo e a esperança, lidar com o perdão, melhorar nossa comunicação de forma positiva, fortalecer os relacionamentos, tornando-os positivos e saudáveis e manejar o estresse, fortalecer a inteligência emocional, entre outros temas.

Esse conjunto de técnicas, práticas e vivências são para todos. Mas nem todos querem vivenciá-las. E está tudo bem. Como disse, não existe receita de bolo ou processo pré-estabelecido. O que há é a vontade e a motivação em ajudar o cliente a resgatar o melhor que há nele.

Então, o silêncio fala…. e ele me disse tudo isso enquanto estava pensando em como compartilhar com você, meu amigo leitor, como é uma abordagem terapêutica.

Se diante de um cliente este se sentir aberto ou fechado para qualquer prática eu sigo o ensinamento de Carl Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”. O meu objetivo é servir o meu cliente da melhor forma possível. E as vezes o silêncio é um diálogo rico e valioso.

Saudações Positivas!

Saulo Kasakevitch e Luna

Fundador o Instituto Brasília de Positividade – IBSBP. Terapeuta Holístico, Administrador, com especialização em Gestão pela Universidade de Miami. Tem como propósito: Ajudo mulheres e homens a encontrarem o equilíbrio emocional melhorando as emoções positivas, o bem-estar e a qualidade de vida. Atua com Psicoterapia Holística, Terapia de Florais de Bach, I Ching e Psicoterapia Positiva. Estudante de psicanálise clínica.

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